29.11.06
Caminhos

Não devo ser a única que usa o recurso de escrever para se aliviar das emoções. Terapia também é pra isso, mas custa, rs.
Quando necessito "por pra fora" o que me causa angústia é para cá que eu venho. Sinto que apesar da pseudo exposição de estar na internet, para mim funciona como anonimato, onde posso descarregar tudo sem ser julgada, apontada... mas também se eu for, dane-se. Faço isso por mim.
Se eu fosse fazer uma auto-avaliação, que não é fácil para ninguém aliás, eu diria, diria não, digo... que sou uma pessoa boa.
Mas qual o conceito de boa? Os mentes poluídas vão pensar em outras coisas, mas eu também sou, rs. Não se trata de querer ser mais ou menos que outras pessoas, quero ser apenas eu e só posso ser eu mesma.
Pensei, por mais que a gente viva cercado de amigos, amores, família, somos solitários. Sim, porque a gente nasce sozinho, somos espíritos que convivem entre si, mas cada um tem seu caminho traçado que independe de quem seja.
Não somos preparados para isso e nos apegamos a tudo, seja material ou seja a uma pessoa.
Acho esquisito essa necessidade de aprovação que temos em relação aos outros. Nem todos são assim, mas por mais seguros que sejamos, nunca fazemos nada sem pensar em pelo menos a opinião de uma pessoa que seja. Mesmo que façamos o que queremos, sempre vamos pensar: fulano não aprovaria, isso vai magoar beltrano.
Não sei se estou certa ou errada, apenas acho que o que eu acredito, em tese, vale pra mim, pelo menos para mim. Se alguém mais concordar, beleza, mas ninguém é obrigado a nada nessa vida, não mesmo.
Cada um tem sua trajetória, como já disse e nela, a cada dia, a cada passo agregamos mais vivência, mais erros e acertos e é o que faz nosso dia de hoje, a somatória dos dias anteriores e a fé no amanhã.
Todas as pessoas vivem daquilo que é conseqüência das suas decisões, o velho clichê: plantou, ta colhendo.
Aprendi que até nas horas que fiz a escolha errada, elas foram importantes, pois fizeram-me mais forte para as novas oportunidades, abriram meus olhos, trouxeram lucidez para minha mente.
É perda de tempo se lamentar do que já fiz, do que já foi. O tempo não vai voltar.
Hoje sinto uma força enorme, que nunca havia sentido, que não me deixa desistir em hipótese alguma do que sinto e sei que quero.
Na vida as coisas não vem de graça e não vem rápido, mas é essa força, a certeza do que eu quero é que não vai me deixar desistir - quero riscar essa palavra do meu vocabulário.
Peço a Deus, seja lá o que for necessário para ser forte, inteligente, paciente, como nunca fui, para conseguir, porque tenho certeza também que não será em vão, vai valer a pena.
Nada nessa vida é por acaso, nada mesmo e se essa força me move, só pode ser boa e não vou permitir que ela se vá.
Vou tropeçar? Sim, vou, mas quando levantar, sei o rumo a seguir, o passo que preciso dar e serei muito feliz, se durante o caminho houver a presença de alguém que queira me acompanhar pelo caminho ou quem sabe me esperar em alguma etapa, com os braços abertos.
Eu me amo e hoje sei amar, com toda convicção. Mas ser amada não é nada fácil, é preciso estar pronta para isso e sentir que é merecedora. Eu sou e se preciso for, te convenço. Seja lá quem você for na minha vida.
Sou forte, mas sinto dores. Minha força é maior que a dor, disso eu sei. Que venha a vida !!!!
Uso as palavras, não sei se as melhores, mas as que eu sinto que são as apropriadas para cada momento. Comunicação é fundamental na vida, porque as vezes nos baseamos em suposições, em especulações, quero viver da realidade que é a que passo a vocês. Sou a mais verdadeira possível e quero decidir com base nisso também... sonhos são para as noites, no nosso descanso.
Acordados temos metas, objetivos e eles precisam fazer sentido...
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10:08
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Leitor
Tenho observado a visita de desconhecidos no site, de lugares inesperados até. Alguns vem pela curiosidade de algum comentário em outro blog.. Ainda bem que nas buscas do google, ainda não me acharam por nada bizarro, rs.. ainda... este lugar aqui, fora meus delírios monotemáticos, amorosos e familiares, tem estado bem silencioso..... quero ouvir tua voz...
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09:34
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27.11.06
Cores de Almodóvar
Tres generaciones de mujeres sobreviven al viento solano, al fuego, a la locura, a la superstición e incluso a la muerte a base de bondad, mentiras y una vitalidad sin límites.
Ellas son Raimunda (Penélope Cruz) casada con un obrero en paro y una hija adolescente (Yohana Cobo). Sole (Lola Dueñas), su hermana, se gana la vida como peluquera. Y la madre de ambas, muerta en un incendio, junto a su marido (Carmen Maura).
Este personaje se aparece primero a su hermana (Chus Lampreave) y después a Sole, aunque con quien dejó importantes asuntos pendientes fue con Raimunda y con su vecina del pueblo, Agustina (Blanca Portillo). " Volver" no es una comedia surrealista, aunque en ocasiones lo parezca. Vivos y muertos conviven sin estridencias, provocando situaciones hilarantes o de una emoción intensa y genuina. Es una película sobre la cultura de la muerte en mi Mancha natal.
Mis paisanos la viven con una naturalidad admirable. El modo en que los muertos continúan presentes en sus vidas, la riqueza y humanidad de sus ritos hace que los muertos no mueran nunca.“Volver” destruye los tópicos de la España negra y propone una España tan real como opuesta. Una España blanca, espontánea, divertida, intrépida, solidaria y justa". Daqui
Mas não é apenas sobre a história literal que o filme "fala". Todo roteiro que aborda a relação mães e filhas agrada às mulheres. Essa relação tão delicada, cheia de meandros é um espetáculo a parte na direção peculiar e indispensável de Almodóvar.
Mães e filhas que deixam de dialogar, que não enxergam umas nas outras os seres humanos falíveis que são. Nestas relações entre mulheres, quase não há homens no filme, existem nuances sobre relação entre vós/mães/irmãs/ amigas e suas diversas possibilidades.
A trama fala também de segredos, que mantemos por conveniências, por medos e que por vezes são responsáveis por mudanças em nossas vidas.
Na "película" também vemos o poder do perdão e de como as coisas podem ser melhores.
Tudo no mais caliente estilo "Almodovariano", colorido, ibérico, num estilo inigualável, peculiar.
Sem dúvida, o que mais gostei de sua filmografia.
Tenho em mente outros aspectos, mas deixemos para outros posts, afinal texto muito longo, ninguém lê, rs
PS: DESCONFIO QUE A EQUIPE DE FILMAGEM DO RESTAURANTE SEJA A DO PRÓPRIO FILME, RS
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17:19
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Volvi
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, não acredito que perdi o post todo sobre Volver....
Tentarei reescrever, mas sei que não vai ficar a mesma coisa.... whatever
Depois de um "segundo probleminha técnico", lá vai.
Ah, quer saber? Depois escrevo. É totalmente broxante você digitar um texto, achar que ficou bem legal e depois perder tudo. Não dá pra escrever sobre Almodóvar quando se broxa, rs.....
Em resumo, gostei do filme, o melhor entre os que eu assisti. Fala de vários assuntos que abordarei em posts a seguir, mas agora o texto não sai, travei....
*** pelo menos meu humor tá melhor... nada melhor que um colo e um bom ouvinte, uma pele macia e tudo fica lindo, rs
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13:45
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25.11.06
Toughts
** Devia existir um lugar onde a gente pudesse ficar até as turbulências passarem, até a alma acalmar. Onde pudessemos deixar a dor esquecida indefinidamente.
** Queria entender porque isso me afeta, porque, do nada, essa "coisa" me corrói, me retira as energias e domina meu pensamento numa luta insana.
** Eu não sou ela. Não quero ser essa. Recuso-me a dar por vencida. Essa não sou eu, simplesmente porque não quero essa vida pra mim. Definitivamente não.
** Também não sou aquela do passado. Aquela morreu, junto com minha inocência, junto com os sonhos. Ao menos eu tinha sonhos.
** O pé no chão é mais verdadeiro, é mais seguro, mas é mais duro.
** A gente acredita que o mundo é como a gente o vê. Talvez seja, mas acho que tenho sido meio cega, ou estou começando a enxergar.
** Quando se percebe o que te faz feliz é muito bom, mas o sentimento de não ter essa tal coisa traz dor igualmente intensa.
**Pior é saber que não se tem porque se perdeu e perdeu porque não soube ser...
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15:56
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20.11.06
Pós feriado
Heaven Knows I'm Miserable
THE SMITHS
I was happy on the haze of a drunken hour
but heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
and heavens know I'm miserable now
In my life
why do i give valuable time
to people who don't care if I live or die
Two lovers entwined passed me by
and heavens knows I'm miserable now
What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled
In my life
why do I smile at people who I'd much rather kick in the eye
"You've been the house too long" she said
and I naturally fled
In my life
why do i give valuable time to people who don't care if I live or die
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19:37
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17.11.06
Sem título...
.... como uma obra de arte, onde cada um entende como quiser a partir do seu repertório de vida.
::: Força, latência, angustia, respiração ofegante, lágrimas, colo.... :::
::: Sorriso largo, saltitante, sorvete, banho de chuva, aconchego... :::
:::Paradoxos, metáforas, incertezas... :::
::: Saudade, compreensão, carinho... :::
e um amor do tamanho do mundo...
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Unknown
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14:36
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É pra rir?
O que leva alguém a ter o seguinte diálogo?
Consu diz:
oi
Ele: vc manja de saco?
Consu diz:
hein?????????????
Consu diz:
kkkkkkkkkkkkk
Consu diz:
***************, e o "meu" vive cheio, rs
Ele: hahahaha
Consu diz:
essa pergunta mereceria um post, rs
E mereceu.... agora por que alguém acha que eu teria respostas para essa pergunta? me digam?
*** Não suas mentes poluídas, a pergunta foi sobre sacos plásticos, dãrd !!!!!!
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11:13
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16.11.06
Pessoas
As relações humanas são mesmo complicadas. A cada dia aprendemos mais sobre como convivermos e é na sutileza que se dá a sintonia. O simples fato de sermos e entendermos a nós mesmos já é complicado e ainda tentarmos entender o outro, ser legal, agradável ao outro, fazer bem e conseguir que esses outros sejam assim com você parece um verdadeiro desafio.
Desencanar é o caminho?
O desgaste que se tem em tentar entender porque fulano agiu assim ou assado ou tentar advinhar o que a pessoa entendeu com sua atitude é simplesmente perda de tempo.
Mas qual mulher não é assim? Qual mulher não quer entender as outras pessoas? Qual ser humano segue literalmente tudo que pensa ou sente ou diz aos outros?
Chega a ser tortura querer ter controle de tudo na vida, ou ao menos de alguma coisa, até porque é impossível.
Tenho minha teoria de quem existem pessoas que simplesmente são controladoras quando têm algum poder sobre outras porque, na verdade, se sentem totalmente fracas e precisam sentir que possuem controle de algo para se sentirem bem...
O mesmo para as pessoas que acabam desenvolvendo comportamentos como excesso de limpeza, mania de organização ( num estágio doentio, claro) que nada mais reflete a necessidade que a pessoa tem de se sentir no comando e que toda bagunça ou desarmonia que enxerga, nada mais é do que reflexo do seu interior.
Eu poderia passar horas aqui falando o que penso das coisas, mas não é o caso. Prefiro fazer isso pouco a pouco, em posts específicos. Quem sabe eu identifique algum TOC. Afinal acredito que ninguém seja normal em tudo, apenas alguns disfarçam melhor que outros.
Um dos assuntos que pretendo tratar é do DDA, já que no começo deste post minha intenção era falar de algo mais relativo aos meus sentimentos e não um post mais genérico como acabou se tornando.
Sou movida pela inspiração ao postar e deixo me levar pelo texto que flui da minha mente para o teclado, portanto, se quiser saber se minha mente está objetiva ou não é só perceber pelo texto, rs.
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16:35
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Ainda isso....
É preciso mais calma com relação às pessoas que irritam. Continuo querendo distância delas. Hoje a melhor abordagem para o assunto é simplesmente cortar da vida pessoas assim. Simples.
Quero mais é ter sossego para cuidar da minha vida e só. Já me bastam a rotina inevitável e tudo mais que eu já tenho que me preocupar. Acho que a palavra certa é seletividade.
Acredito que a fonte de tudo isso, que culminou com meu basta, tardio até, é a minha tolerância com as pessoas. Embora eu seja um tanto ansiosa e impaciente, sou (era) bastante tolerante. Identifiquei o foco: por mais que eu não concorde com alguma opinião, postura, atitude, na maioria das vezes não soube me impor.
É aí que tudo muda. Não sei se fui educada para ser assim ou se é da minha personalidade, mas a verdade é que tenho tendência a ser compreensiva demais, perdoar ou diminuir demais o peso do que fazem a mim.
Se foi pela educação, que eu perceba quando e como foi isso e ajuste.
Talvez seja uma atitude para ser aceita, preguiça de enfrentar conflitos, medo do combate. A certeza é que nem todas as pessoas com quem convivo ou conheci ao longos dos anos, nem todas merecem que eu trate bem assim como eu esperaria que elas me tratassem.
Ainda sou contra conflitos e desgastes, mas o que realmente muda é que a pessoa que devo agradar é a mim mesma. Se alguém não gostar do que sou é simples, está fora da minha vida.
Já não tenho mais idade para pedir aprovação a quem quer que seja para ser eu mesma.
O melhor filtro deve ser a verdade. Quem gostar de mim vai continuar e ponto.
A pressão de ser aceita, de não magoar, de não "dar desgosto", de evitar ouvir coisas que não quero e também deixar de falar o que penso, só atingem a mim. Tá doendo e to pondo um fim nisso.
Não se trata de virar uma metralhadora quando estiver de TPM, mas de parar de engolir o que me faz mal, de permitir que as pessoas façam coisas a mim e fiquem por isso mesmo.
Ainda serei boazinha, farei o que sempre faço de bom, mas não permitirei mais que abusem. Abuso entenda como não me respeitar, ser folgado e fazer coisas que normalmente não fariam a si mesmo.
As pessoas estão muito mal-acostumadas comigo. Por muito tempo fui permissiva, compreensiva e agora pago por não ter dito certos nãos na hora correta.
Plantei. Estou colhendo, mas aproveito para dar fim às ervas daninhas.
Quer respeito? Respeite a si mesmo antes de tudo e as pessoas pensarão duas vezes em te fazer algo se virem que você não dá abertura para que te magoarem.
Sei que não descobri a América, mas eu me amo e se você não me ama ( num sentido bem amplo), se não me respeita..... Tchau !!!!!
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15:29
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14.11.06
Humpf!
Ah, me poupe! Tenho medo dessas pessoas que dizem que amam demais. Mais ainda daquelas que quando acuadas se fazem de doidas.
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18:03
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Indignação
Existem poucas coisas que me tiram do sério, mas estas poucas coisas me deixam totalmente fora dos trilhos.
Uma delas é a cara de pau de quem quer ser esperto às minhas custas ou ainda é folgado e acha que tenho a obrigação de entendê-lo ou agradá-lo. Sempre fui do tipo de pessoa que chamam de diplomática, boazinha e é aí que está o problema. As pessoas confundem, abusam, pensam que se fizerem algo que normalmente não fariam a outros porque haveria represália, comigo nada aconteceria. Pois saibam que não é assim. Nana ninanããããããooo...
Chamo de abuso os que não se colocam no meu lugar, que acham que estou de plantão 24 horas, a disposição para servir, agradar, ouvir e não me oferecem nada em troca. Sim, porque o ser humano comum sempre espera algo de volta. Mesmo entre os que a gente gosta, limite é de bom tom.
Certas pessoas desconhecem o limite do razoável e acreditam que podem falar o que bem entendem, fazer o que bem querem e não aceitam meu não como resposta. É , eu também digo não, mas pelo visto terei que ser muito mais enfática, porque a simples noção de respeito, civilidade, educação parece ser pouco. Para essas, nem a paciência da amizade...
Como quero distância de pessoas assim, só há um jeito: cortá-las da minha convivência, porque eu sei exatamente o que não mereço ouvir e já cansei de não falar poucas e boas para quem merece. Todo mundo tem limites, inclusive eu cheguei ao meu.
Em outros tempos certas coisas me fariam mal, porque eu não sabia lidar com irritações. Hoje não. Nem vou perder o tempo além do que o do desabafo, do texto de um post com isso. Não me serve? Não me faz bem? Lixo. Encheu minhas paciências? Vai ouvir, oh se vai.... ninguém me poupa, porque eu deveria?
Fiz mais este texto num sentido mais geral, para debater, mas que pode ainda render mais, nada de "Causos" específicos que valham ser citados, mas a discussão do comportamento humano talvez...
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Unknown
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15:11
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10.11.06
Shortbus
Terminando a série de comentários relativos à semana passada, acredito que o filme que mais me marcou, do qual mais gostei foi Shortbus.
Onde muita gente moralista veria apenas corpos nus e pornografia, eu vi poesia. Vi uma história que entrelaça a vida de várias pessoas e cujo cenário é New York.Vidas de pessoas normais, que têm em comum a dificuldade em lidar com as emoções, sentimentos e com o sexo. Shortbus é um local que é indicado para essas pessoas, livres de preconceitos e moralismos e que encontram lá respostas, acolhimento e por que não, diversão.
Acredito que muita gente que foi à 30ªMostra, por ser um público diferenciado, não deva ter se chocado com as cenas nem com o tema, mas se o filme entrasse em circuito comercial, com certeza seria polêmico. Isso porque no Brasil as pessoas ainda se prendem muito a um falso moralismo, onde entre quatro parede vale tudo, mas fora a hipocrisia ainda é forte. Gostei do desprendimento das personagens e do rumo que cada um tomou, mesmo que a realidade crua, não tão bonita o tempo todo e sim os conflitos de cada um tenha predominado.
Por que esquecermos quando vamos ao cinema dessa crueza? Sim, há o depressivo, a frígida, a que se mostra toda liberal mas no fundo é travada e por ai vai. Todos nós temos nossos esqueletos no armário, nossos segredos, nossas tristezas, mas se nos "despirmos" de moralismos inúteis facilita bastante.
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Unknown
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13:18
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Para refletir
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Unknown
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11:11
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9.11.06
"Blogue com fé"
Acabaram de me falar isso e achei pertinente com o que eu ia escrever.
Fé: Tinha sido algo inconstante por algum tempo na minha vida, mas que percebo ter voltado ao normal. A Fé pode ter vários sentidos.
Pode ser aquela Fé religiosa que a gente aprende a ter pela educação que recebe da família, ou não, e reproduz o discurso sem sentir o verdadeiro significado em si mesmo.
A gente aprende a ter Fé em Deus, Fé nos Santos, mas ninguém explica que para gente se dar bem na vida, antes de tudo, a gente precisa ter Fé em nós mesmos.
Era sobre isso que eu ia falar antes da frase. Eu, de certa forma, tenho uma visão peculiar sobre os assuntos. Algumas pessoas podem falar que sou pessimista, mas acredito que sou realista. Até posso ter meus momentos de desânimo, mas quem não os tem não é? Prefiro me precaver do que me iludir.
Esse sentimento ou seja lá como poderia classificar, a Fé, está bem presente em mim, atualmente. Certamente oscila, mas está muito mais forte do que qualquer outro momento de que posso me lembrar. Só que com esse sentimento também aflora a necessidade intensa, inadiável e irrevogável de mudança.
É, ao mesmo tempo, uma sensação de cansaço de ver a vida passar, como se estivesse totalmente fora do meu controle e que o tempo, quanto mais eu quisesse aproveitá-lo, mais rápido ele passasse pela ampulheta.
Em outras épocas isso geraria insatisfação, frustração. Hoje me motiva. Cansei de ser platéia, de calar, quero ser o que eu sei que tenho aqui dentro e soltar as amarras (olha só a drama queen). Sinto que se não fizer isso vou continuar sentada na janelinha, vendo a paisagem passar e nunca chegar ao destino.
Uma vez me disseram que eu parecia estar numa esteira, cujo meu esforço era em vão, já que eu andava, andava, andava e não saía do lugar. Tá exaustivo e já faz um tempo. Percebo que por mais que isso me incomode, atualmente, com o que venho construindo para mim mesma, tenho conseguido aproveitar melhor minhas emoções e transformar as pedras dos obstáculos em degraus (olha o drama de novo, rs).
Sei que preciso e quero ajuda, mas também sei que em muitas coisas só eu posso... Se pudesse resumir numa palavra uma sensação, ela seria: Cansei.
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Unknown
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17:10
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Elas

O filme Princesas foi um dos poucos filmes da 30ª Mostra de Cinema que eu assisti. Eu gostaria de ter visto mais alguns, mas como nada é de graça, acredito na seleção que me apresentaram e acho que fiz um bom negócio.
A "película" conta com a direção e roteiro de Fernando León de Aranoa, fotografia de Ramiro Civita, montagem de Nacho Ruiz Capillas. A música é um capítulo a parte e tem Alfonso Vilallonga e Manu Chao.
A história envolve duas mulheres, duas prostitutas, que são retratadas num tom metafórico como duas princesas.
Uma delas se chama Caye ( até aproveitam o trocadilho com a palavra calle que em Espanhol é rua). Aparenta quase 30 anos, trabalha num salão de cabeleireiro e é o encanto do bairro madrilenho.
A sua personagem mostra que está nessa vida porque não enxerga perspectivas e se vê compelida a ser o que é. Seu sonho é juntar dinheiro para "turbinar" seus seios. É parte de uma família comum, com problemas que ninguém quer ver. Segue seu padrão.
Atualização: Também tem sonhos bem simples e não materiais, como: " a felicidade é ter alguém para te buscar no trabalho."
Num belo dia conhece Zulema, que é uma doce e confusa exilada, que vive em desespero. Quando elas se conhecem, são quase rivais, pois são muitas as novas imigrantes que chegam no pedaço para se prostituir. Caye e Zulema não tardam a entender, porém, que, apesar de qualquer diferença, ambas caminham pela mesma corda bamba. Da cumplicidade das duas nascerá essa história. Na trilha sonora, espaço para a canção "Me Llaman Calle”, de Manu Chao.
Mais do que a sinopse do filme, eu enxergo que o cenário de Madri e ambas as personagens são apenas um canal para o diretor e roteirista mostrar a realidade crua das ruas, mostrar que não há glamour, tãopouco é inevitável, indefectível levar uma vida marginal. São mulheres comuns, que por acaso levam essa vida "profissional", mas que têm família, filhos, querem ser amadas e tem os mesmos sonhos de qualquer mulher.
As imagens de Madri também são mais "realistas" e também proporcionam um belo passeio pelos locais que os Guias turísticos dificilmente mostrariam.
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13:08
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8.11.06
Pra não dizer que não te falei isso hj
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Unknown
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17:06
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7.11.06
Pode ser apenas sensação...

... mas o dinheiro e uma série de coisas na minha vida estão tomando outra dimensão. Infelizmente já houve outros períodos em que estive sem trabalho, mas a relação com o ter, o poder ter, isso mudou.
Antes eu era feliz tendo bem menos e sabia cuidar. Sabia poupar. Mas não sabia controlar, não sabia o valor que realmente importa para as coisas.
Sempre fui muito mais de dar valor ao que não é material. Ainda é assim, mas é irônico que esteja passando por uma fase complicada justamente por ter perdido o controle. E não foi só com dinheiro.
Se eu analisar os últimos anos, posso dizer que foram os mais agitados, com as maiores mudanças na minha vida, de maior aprendizado. No entanto, também consigo perceber que foram os de mais tentativas, de mais buscas, mas também de mais erros.
Não posso culpar o mundo nem os outros pelo que sou hoje. Aliás seria o caso de agradecer. Foi por meio disso tudo que vivi, do foco, do rumo que perdi que sou o que sou hoje.
Hoje enxergo todas as fugas, todas as tolices que cometi e não faz tanto tempo assim que tudo isso parou.
Fico querendo me enganar que "ser bonita custa caro", que preciso me cuidar, que preciso disso, daquilo, mas na verdade não tem nada a ver.
Hoje a cultura é: você é o que você tem, você é o que aparenta ser. Eu andei tropeçando nisso e sei que como tudo mais, deve haver equilíbrio.
Nem tanto ao consumismo, nem tanto à recusa. Durante algum tempo eu achava que a vida era pra ser intensa e que pra isso eu deveria me jogar de cabeça nas coisas e que depois e via como resolver. Ledo engano. Busquei por emoções que não me fizeram feliz. Quebrei a cara. Ao menos serviram de lição e hoje sei realmente o que quero pra mim, como quero e é muito diferente do que eu imaginava. Quero distância dos extremos.
Só quero retomar meu rumo e seguir o caminho que leva pra onde eu quero. Se puder consertar o traçado, o caminho que me trouxe aqui, melhor, senão.... é daqui pra frente que tá valendo. É com o que sou hoje que farei me amanhã melhor e serei melhor...
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Unknown
às
17:38
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Mais do mesmo

Os quatro dias de ócio do começo do mês ainda estão rendendo. Assuntos e enfoques não faltariam para preencher por aqui até o próximo final de semana, que aliás também promete.
Ainda quero fazer posts detalhados sobre os filmes que eu assisti. Acho que merecem textos especificos e não necessariamente datados. A carga emocional deste blog também tem estado muito forte, mas é apenas reflexo do que penso e sinto. Nada mais. Porém, ta começando a ficar repetitivo, tanto os textos quanto o tema.
Quem eu amo ta cansado de saber disso e não são mais palavras ou menos palavras que vão mudar isso, mas sim, atitudes, momentos... meu amor não tem cabido mais em palavras, elas tem sido fracas para isso.
Sou partidária de que os posts devem ser frutos de uma inspiração, que não necessariamente possuem periodicidade, temática e sim refletir o estado de espírito do autor e a tudo aquilo que ele se propõe, sem amarras, sem regras. Afinal blogueiro escreve para os leitores, mas fundamentalmente para si mesmo. E isso é regido pela inspiração, pela vontade, pela disponibilidade. Acho que isso só flui se for tudo muito verdadeiro. Cada um a seu estilo.
Quero mesmo escrever sobre Princesas e Shortbus. Foram realmente filmes que fizeram valer a pena ir ao cinema, que já foram pra minha lista de favoritos ou que vão ficar na memória. São filmes típicos de uma realidade mais crua, mas muito instigante. Eu realmente me senti envolvida na sala de cinema pelas histórias, pelas vidas das personagens. Não é qualquer filme que consegue isso hoje em dia. Tenho dado certa sorte com filmes, tenho gostado de todos.
Eles falam fundamentalmente de emoções, de vida, de perspectivas e portanto, merecem cuidado especial (que terão) quando sentir que o texto ideal será escrito.
Hoje ainda é terça-feira, ainda sob efeito de tamanho bem-estar, de tamanha felicidade, mas com os habituais pés no chão que a vida nos obriga a ter para que a felicidade seja uma constante e não apenas lampejos.
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Unknown
às
15:07
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6.11.06
Energia
A vida pode estar na mesma. Os projetos ainda na gaveta e aos poucos retirados do esconderijo, limpados do mofo.
Poderia ser apenas mais uma segunda-feira, como tantas outras. Na realidade é. Mas o que é realidade? Na minha opinião, não existe uma verdade, uma única realidade, mas sim, cada um tem a sua.
O que vemos, o que sentimos, tudo, é reflexo da nossa história. Construída, montada como num quebra-cabeças, dia após dia.
A grana ta em falta, os problemas são maiores ou menores, mais simples ou mais graves de acordo com o que fazemos deles. É o nosso olhar, a nossa postura que dá a verdadeira dimensão às coisas.
Hoje to me sentindo maravilhosamente plena. Nada demais que possam falar aconteceu, podem pensar. Realmente. Só eu sei o que eu senti, a energia que tomou conta de mim.
To me sentindo tão plena, tão de bem comigo mesma, na minha pele, afinal é a única que eu vivo junta 365 dias, 24 horas não é? Se eu não me der bem com essa convivência, que inferno seria?
A sensação de paz interior, a plenitude traduzida num sorriso é a minha mais atual descrição de felicidade. Acho que to aprendendo a enxergar a vida. A ver com os olhos da alma.
Minha alma está sorrindo não importando como está o clima lá fora, nem o que podem pensar de mim. Eu sei muito bem o que me faz sentir isso e acredito que não há melhor coisa no mundo, nada que substitua.
Vou me cuidar para me manter sempre assim. Quero irradiar a todos, aos que bem-me-querem principalmente essa energia, essa leveza, essa coisa que costumam rotular de felicidade.
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Unknown
às
18:23
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Vamos celebrar !!!
Para te agradecer pelos últimos dias que foram ótimos.
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Unknown
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16:19
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Entre princesas e a dominatrix
E mais um final de semana (de "quatro dias" se considerar o feriadão) passou. Muito o que pensar, mas nem tudo para contar, rs.
O começo foi bom, serviu para colocar coisas e idéias que estavam fora do lugar em seus devidos compartimentos. Descanso e certo ócio pode ser produtivo.
Chega a sexta-feira, tudo mais ajeitado, companhia de primeiríssima qualidade e expectativa de cineminha que acaba não se concretizando. Mas quer saber? Ainda bem.... muto mesmo.
Bom, eu havia escritos umas coisas muito legais aqui e nao sei pq evaporou, isso me deixou muito poooooooooooooota. Nos próximos posts falo sobre os filmes que assisti e tudo mais que deixou minha segunda-feira muito bem-humorada
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Unknown
às
14:26
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1.11.06
Devaneios
A gente passa a vida toda buscando por algo. Já percebi isso. Engraçado que talvez seja esse o propósito da vida, a busca. Estamos aqui só de passagem para aprendermos o que ainda não sabemos, aprender com aquilo que erramos.
Alguns de nós se dão melhor que outros nessa busca. Conseguem enxergar o que realmente vale, o que realmente importa.
Nessa nossa convivência no mundo a gente conhece todo tipo de gente: aquelas que nos fazem sentir que não estamos sozinhos; aquelas que surgem na nossa vida com um propósito específico de nos lembrar do que precisamos.
Enfim, quando a gente pensa que tá no controle, coisas acontecem pra nos mostrar que a busca é eterna e que ta aí a graça.
Escrito por
Unknown
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15:12
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Fica comigo esta noite
Sempre que ouço esta música lembro do meu avô, que na minha infância cantava direto. Era o tipo de música da sua juventude. Mas não disso que eu vou falar e sim do outro filme que eu assisti neste fim de semana.
Fica comigo esta noite conta a história de um jovem casal, interpretado por Vladimir Brichta (Edu) e Alinne Moraes (Laura) que passa por diversas situações e conflitos comuns a qualquer romance. A trama começa propriamente quando ele morre, de repente, e não consegue se despedir do seu amor, ainda mais porque terem discutido. Até o final da trama, no melhor estilo água com açúcar, eles conseguem finalmente se encontrar entre idas e vindas, entre ajudas celestias e fantasmagóricas.
Inspirada em peça homônima, é um bom passatempo, mas não passa disso. Aliás, por ser estréia de um dos protagonistas, Aline, no cinema, parece mais uma cena de novela do que propriamente filme. Ruim não é, mas também não surpreende.
Gostei da fotografia, da iluminação, mas só....
Agora, por que que essa história de amor, basiquinha, me fez chorar, não me perguntem, mas minha realidade e meu grau de envolvimento emocional, aos que me viram após a sessão devem ter perguntado: por que esta louca chorou?
Mistério.... rs
Tá a fim de ver um filme basiquinho, cheio de atores globais? Vá. Não tá a fim de filmes densos, vá. Não quer nada disso? Então assista outro...
Mas, vc, vc mesmo que sempre lê aqui
.... FICA COMIGO ESTA NOITE !!!!!!
Escrito por
Unknown
às
11:16
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